Biblioteca da Escola E B 2,3 de Gualtar
Segunda-feira, 13 de Julho de 2009
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publicado por BiblioGualtar às 14:26
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Sexta-feira, 10 de Julho de 2009
Boas Férias com Óptimas Leituras

Por fim... as merecidas férias!

E para as começar em grande aqui ficam dois finais alternativos para o belíssimo conto "O Tesouro" de Eça de Queirós .

 

 

 
“O tesouro”
 
Helena e Rafael, dois jovens irmãos, passeavam descontraidamente pela floresta. A sua mãe dissera-lhes para irem apanhar alguns cogumelos, pois a comida nem sempre chegava.
Helena, que se desviara alguns metros do irmão, foi surpreendida por um grande vulto no chão. Inicialmente, pensou que se tratasse de algum velho urso, mas rapidamente reparou nos cabelos desgrenhados e cor de fogo. Imaginem qual não foi o seu espanto, quando reconheceu o rosto do nobre Rui! Nesse mesmo instante, Rafael gritou de forma aterrorizada:
- Helena, não vais acreditar! Estão aqui os corpos de Rostabal e Guanes e, a avaliar pelos ferimentos, parecem ter sido assassinados! Quem achas que poderá ter cometido tal crime? Hum…não me surpreenderia se tivesse sido Rui…não o temos visto pela cidade e, sinceramente, nunca gostei da cara dele…
- Pára! Rui também está morto…temos de ir pedir ajuda e perceber o que se passou aqui…já pensaste se foram os inimigos da nossa aldeia que voltaram para se vingar?
Assim que Helena sugeriu aquela hipótese, ambos correram para alertar a aldeia.
Várias semanas se passaram, e o mistério persistia, pois, como se veio a confirmar, nenhum inimigo se encontrava pelas redondezas.
As pessoas não falavam de outro assunto, o que fez com que surgissem diversas histórias, porém, nenhuma encaixava inteiramente nos factos. Por exemplo, se o assassino fosse alguém a quem os Medranhos deviam dinheiro, por que razão só apunhalara Rostabal e Guanes?
Um clima de desconfiança foi crescendo e as pessoas começaram a ter medo de sair à rua.
 O Rei, homem clemente e responsável, decidiu contratar um famoso detective para resolver este enigma. Contrariamente ao que se pensava, as buscas foram breves e rapidamente se descobriu o assassino…ou melhor, os assassinos. Com tantos passeios pela floresta, logicamente também se encontrou o motivo…o tesouro! Agora só restava uma dúvida…o que se faria com o tesouro? Por este motivo, o Rei convocou uma reunião, iniciando-a da seguinte forma:
- Boa tarde, meu fiel povo! Como já é do conhecimento de todos, o motivo pelo qual estamos aqui reunidos não é o melhor…temos de decidir o que fazer com este tesouro. Alguém tem alguma sugestão?
Os mais supersticiosos disseram para o deitar ao mar…tal maldição não deveria ser usada para enriquecer nada nem ninguém! Acreditavam que isso os levaria ao mesmo fim que os três irmãos…
Outros discordavam, se pudessem repartir o dinheiro pelos mais pobres não estariam a ser gananciosos e sim generosos. Resumindo, não se chegava a um consenso. Tal como surgiram várias possibilidades para a morte dos Medranhos, também surgiram vários destinos para a fortuna que tinham em mãos. Até que um velho viajante aconselhou:
- Sei que, se calhar, vos vai parecer uma ideia disparatada e absurda, mas porque é que não derretemos todo o ouro e fazemos uma estátua?
- O quê?!… uma estátua?! Para que é que queremos uma estátua? Mais vale deitarmos o tesouro ao mar do que fazer uma homenagem a esses homicidas!
- Deixem-me explicar…não digo fazer algo em homenagem a eles, muito pelo contrário. Pensem bem, qual o motivo de toda esta desgraça? A ganância dos homens. Se vocês pensam que só eles foram gananciosos…enganam-se! A grande maioria que está aqui presente não deseja o tesouro somente por medo…por isso, sou de opinião que se deve construir uma estátua a partir deste ouro fundido a representar a GANÂNCIA.
- E para quê expor algo tão vergonhoso como isso na nossa vila?
- Não pensem que nos estamos a envergonhar. Esta história é um exemplo vivo do que a mesquinhez provoca e deve ser passada de geração em geração! Certamente concordam que todos aprendemos uma lição...todos podemos aprender algo com o erro destes irmãos e sensibilizar as pessoas que visitarem a nossa cidade. A estátua servirá para que esta trágica história não caia no esquecimento, independentemente da passagem dos séculos.
 
Actualmente, a estátua baseada na avidez dos três irmãos, continua lá e diz-se que quem passa por ela e ouve a história fica realmente comovido, sentindo necessidade de realizar actos de solidariedade para com os outros. E, tal como o viajante disse, a história tem passado por várias gerações e ajudado os pais a explicar aos mais novos o porquê de não se dever ser invejoso e avarento.
                                                                    Ana Fonseca - 9ºA
 
 
 
 
O Tesouro
 
A mata de Roquelanes… há 500 anos atrás, era uma vasta área verde a brotar de vida e repleta de cor. Agora, é uma vítima da ganância humana… Os construtores civis daquela zona devastaram mais de metade daquela área e a mata ficou reduzida a uma mancha verde no meio de prédios e parques industriais.
Mas, no meio desta ganância toda, havia um rapaz, Fernandes de seu nome, que se preocupava com aquela mancha insignificante aos olhos de muitos. Este rapaz, filho de um importante construtor civil, era muito ligado ao seu avô. Crescera com ele e fizera muitas caminhadas com ele naquela mata.
O seu avô nutria um certo carinho por aquela mata, que lhe dera um presente que ele nunca esqueceria. Um tesouro!! Este tesouro fora encontrado pelo avô, quando fazia as suas habituais caminhadas. Ele ia descontraidamente por um trilho já pouco visível, quando um reflexo lhe chamou a atenção. Olhando para o lado viu uma abertura pelos arbustos. Daí o reflexo. Claramente intrigado, decidiu investigar. Deparou-se com uma arca cheia de dobrões de ouro. Tinha três chaves nas suas fechaduras e ele guardou-as. Mas aquela arca tinha algo de estranho. Na parte de trás tinha uma sequência de números:
 
3-21-9-4-1-4-15 / 1/ 5-19-3-21-18-9-4-1-15 /4-5/ 8-15-13-5-15 /5-13-5-18-7-5.
 
O que quereria aquilo dizer?
Agora, passados 30 anos, Fernandes estava em frente ao seu avô. Ele estava em coma. Um acidente de viação deixara-o assim. Fernandes estava desolado e não conseguia parar de pensar se o seu avô acordaria. Os médicos diziam que não era nada de grave mas o medo permanecia. Tinha à sua frente uma carta que o avô lhe deixara antes de partir para a sua viagem. Com muito cuidado, Fernandes abriu o envelope que trazia algo mais que uma folha de papel. Era uma chave. E, após ler a carta, Fernandes percebeu que existia algo na mata de Roquelanes. Nesse momento, uma sensação de desespero apoderou-se dele. A mata, ou o que restava dela, iria ser cortada dentro de uma semana. Fernandes tinha de fazer algo!! O seu avô não lhe deixaria essa carta se não fosse importante.
Na carta vinha uma meia explicação para o motivo disto tudo: havia algo que poderia enriquecer a vila e o património cultural e a chave era uma das peças do puzzle. O avô tinha escrito que havia quatro peças do puzzle. Pelos vistos, ele tinha uma. Mas faltavam, três. Havia pistas para duas delas. Para uma, uma frase: “ Eu, tu e a mata”. Para outra peça outra frase: “O amor está nos mais pequenos actos”. A quarta peça vinha com uma frase bastante directa, mas que não sabia o que teria a ver com uma chave: “Quem tudo quer, tudo perde”!
Era já de noite. Fernandes olhava da varanda do seu quarto para a mata. Pensava na carta. Só lhe vinha uma coisa à cabeça: a mata escondia um tesouro. Mas esse tesouro estava escondido e ele só tinha uma peça do puzzle. Deitou-se, mas não dormia. O dia tinha sido demasiado estranho para ele conseguir dormir.
A noite passou muito lentamente, mas a manhã chegou finalmente. Eram as férias de Verão, mas ele levantou-se às 6h e 30m da manhã. Aquela manhã fizera-o pensar nas caminhadas matinais com o seu avô. Melancolicamente, retirou a pintura, que o avô lhe tinha fito da mata, da parede e viu algo a cair. Era um envelope. Fernandes, estupefacto, abriu-o e viu uma chave igual à que o avô lhe tinha deixado. Tinha, também, uma carta. “Encontraste a segunda chave. Estou orgulhoso de ti. Faltam-te duas peças para encontrares o tesouro. Dou-te uma outra pista: a chave do coração.” Isto estava a tornar-se muito enigmático para o Fernandes. Guardou as chaves e as cartas e preparou-se para o jogo de futebol.
Chegou o dia seguinte. Fernandes iria encontrar-se com um amigo seu, o Freitas. Decidiu que contaria ao Freitas, visto que achava não ser capaz de resolver isto sozinho. Começou a contar, pormenor por pormenor, e, no fim, disse:
- Então? O que achas?
- Isso é tudo bué de estranho… mas tou a ter uma ideia porreirita… O teu avô escreveu aquela cenita da chave do coração, não foi?
- Ya… - respondeu Fernandes, desorientado.
- Essa cena é muito romântica…Pode ter a ver com a tua avó…
- Já sei!!! – gritou Fernandes. E saiu a correr.
- Hey, man!!! Onde vais?????
Mas o Fernandes já não o ouvia. Lembrara-se de algo. Quando era pequeno, o seu avô contara-lhe que dera uma caixa com uma chave à sua avó, dizendo que era: “ a chave do seu coração”. Agora tudo fazia sentido!!!
Chegou a casa da sua avó, mas não estava lá ninguém… “Raios”, pensou ele. Sabia que tinha de esperar pelo dia seguinte.
Voltou para casa, num misto de excitação e tristeza. O que o avô lhe tinha escrito era incrível, mas preferia que tivesse sido o próprio avô a contar-lhe.
A manhã desceu calmamente sobre a janela do quarto do Fernandes. O sol bateu-lhe na cara como um balde de água fria e Fernandes acordou. Passaram-se dois dias e já só tinha 5 dias para encontrar o tesouro. Vestiu-se à pressa e correu para a casa dos seus avós. Era uma casa rústica, imponente, muito bem conservada e com uma aura mística que lhe era conferida pela vegetação que circundava a casa. Bateu à porta. Veio a sua avó abrir-lhe a porta. Estava visivelmente abatida ao saber que o seu companheiro de uma vida estava acamado. Porém, tinha um sorriso reconfortante que lhe surgira, pois o seu marido estava a recuperar muito bem.
- Olá, meu netinho querido. O que te traz por cá?
- Preciso de te pedir uma coisa – respondeu prontamente.
- Tem calma… Nem cumprimentas a tua avó?
- Ah pois…Desculpa…
- Não tem mal…Entra e diz-me lá o que me queres pedir.
-Preciso de ver a caixa com a chave que o avô lhe deu.
-Espera aí…
Fernandes estranhou a avó não lhe fazer perguntas.
- Aqui tens…
Fernandes abriu e pegou na chave. Para seu espanto tinha um papel na caixa.
- Posso ler? – perguntou Fernandes
- Claro que sim, querido.
O bilhete dizia: “ Encontraste a terceira chave. Parabéns! Já podes ter acesso ao tesouro. Vai em busca dele. Não te esqueças da frase: “ Eu, tu e a mata”. Aqui tens algo que será a quarta peça do puzzle:
 
3-21-9-4-1-4-15 /1/ 5-19-3-21-18-9-4-1-15 / 4-5/ 8-15-13-5-15 / 5-13-5-18-7-5.
 
Mais pistas…O que seria isto?!?!
- Encontraste o que querias, filho? – perguntou a avó, rompendo aquele silêncio.
- Sim…Posso levar isto?
- Podes…Boa sorte…- respondeu a avó, enigmaticamente.
Fernandes correu para ir ter com o amigo. Contou-lhe o sucedido e combinaram ir à mata no dia seguinte.
O dia tão esperado chegou. Fernandes e o Freitas foram para a mata. Procuraram o dia todo, mas nada encontraram.
O dia seguinte foi mais do mesmo. Fernandes desesperava, pois já só tinha 2 dias para encontrar o tesouro.
No entanto, lembrara-se de algo. Nalgumas das suas caminhadas, o seu avô e ele seguiram um caminho estranho e o seu avô parava sempre a olhar para o mesmo sítio.
Nesse dia, ele e o Freitas seguiram esse caminho. Fernandes lembrava-se de todos os recantos daquele caminho. Chegaram ao local onde o avô fixava o olhar. Eram uns arbustos. Fernandes conteve a respiração e procurou no interior dos arbustos. “Yes!!!”, pensou ele ao tocar numa arca de madeira. Retirou a arca e viu as três fechaduras. Então, gritou:
- Ó Freitas , encontrei o tesou…
A frase não foi acabada. Nesse momento, Freitas acertara com um pau na cabeça de Fernandes que desmaiou devido aquela pancada horrenda.
Fernandes acordou no mesmo local, mas com a sua avó ao pé dele.
- Vó…O que…que fazes aqui? Perguntou extremamente confuso.
- Não te preocupes…eu sei de tudo… vamos levar-te ao hospital…e acho que gostarias de saber que o teu avô acordou… - disse a avó com um sorriso na cara.
Fernandes sentiu uma felicidade enorme percorrer-lhe o corpo.
Após ir ao médico e visitar o seu avô, voltou para casa, um pouco confuso, mas com a sequência de números na cabeça. Antes de ir para a cama, sentou-se na secretária e começou a pensar. “O que quereria aquilo dizer?” Passado uma hora e meia chegou a resposta:
 
3-21-9-4-1-4-15 /1/ 5-19-3-21-18-9-4-1-15 /4-5/ 8-15-13-5-15 / 5-13-5-18-7-5.
 
Correspondia a
 
“ Cuidado a escuridão do homem emerge”
 
Fernandes compreendeu. O seu avô queria dar-lhe uma lição.
Chegou o dia do abate da mata de Roquelanes. Fernandes fora à procura de Freitas. Quando finalmente o encontrou, a primeira coisa que fez foi dar-lhe um soco na cara. Deitou-o no chão e partiu-lhe 2 dentes. Aí, gritou:
- Onde está o tesouro?
- Aquilo não tinha nada… Mas eu devolvo-te as coisas todas…Não me batas! - gritou, apavorado, o Freitas.
Fernandes largou-o e pegou no que lhe tirara. Voltou para casa e, para seu espanto, ao passar pela mata de Roquelanes, não viu nenhuma máquina.
Ao chegar a casa fez muitas perguntas à sua avó: se ela já sabia de tudo, como é que o descobriu, porque é que a caixa estava vazia, porque é que a mata não tinha sido abatida.
A sua avó contara-lhe que o seu avô já lhe tinha contado sobre o tesouro e que o seu maior desejo era que a mata não desaparecesse. Então, revelou que a fortuna da família vinha daquele tesouro e que a mata não fora abatida, pois ela comprara os terrenos com a sua muito vasta riqueza. Por fim, revelou que o avô lhe fizera esta caça ao tesouro para lhe ensinar uma lição.
E aquela mancha verde no meio da civilização continua viva.
 
                                                         Pedro Afonso - 9ºA
                                                                                                                                                                                                          
 
 


publicado por BiblioGualtar às 16:37
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